
O nome apareceu em todo lugar nos últimos anos e virou sinônimo de rejuvenescimento. Vale entender o que esses produtos fazem de verdade, para quem eles fazem sentido e o que eles não fazem.
O colágeno é a proteína que dá sustentação e firmeza à pele. A produção começa a cair por volta dos 25 anos, de forma lenta e contínua. Com o tempo, a pele fica mais fina e mais flácida, e o contorno do rosto perde definição. Sol, cigarro, sono ruim e grandes variações de peso aceleram esse processo. A genética também pesa.
Os bioestimuladores são substâncias aplicadas na pele que provocam uma resposta controlada do próprio organismo. As células responsáveis por fabricar colágeno são estimuladas e passam a produzir colágeno novo naquela região. Os mais usados no Brasil são à base de ácido poli-L-láctico e de hidroxiapatita de cálcio.
A diferença principal em relação ao preenchimento com ácido hialurônico é o objetivo. O preenchedor repõe volume em um ponto específico e o resultado aparece na hora. O bioestimulador trabalha a qualidade e a firmeza da pele, e quem faz o resultado é o seu próprio organismo. Alguns produtos têm um efeito imediato discreto, mas ele diminui nos primeiros dias; a melhora real aparece aos poucos, ao longo de semanas e meses.
Quem espera ver diferença no espelho no dia seguinte costuma se frustrar. E é justamente essa evolução gradual que faz o resultado parecer natural, sem aquele efeito de mudança repentina.
De maneira geral, o perfil é de quem já percebe perda de firmeza e quer melhorar a qualidade da pele, sem mudar nenhum traço. Alguns exemplos comuns:
Cada área responde de um jeito, e nem todo produto é adequado para todas as regiões. Lábios e a região ao redor dos olhos, por exemplo, em geral não recebem bioestimulador. Isso é definido na avaliação.
Flacidez avançada, com muita sobra de pele, em geral não melhora o suficiente só com bioestimulador. Nesses casos existem outros caminhos, e insistir no tratamento errado custa tempo e dinheiro sem entregar o que a pessoa esperava.
Também há situações em que a aplicação precisa ser adiada ou descartada: infecção ativa na região, algumas doenças autoimunes, gravidez e amamentação, tendência a queloide e o uso de alguns medicamentos, como anticoagulantes, que exigem avaliação antes. Por isso a conversa inicial é parte do procedimento, não burocracia.
Normalmente são necessárias duas ou mais sessões, com intervalo de um a dois meses entre elas. O número varia conforme a área, o grau de flacidez e a resposta de cada pessoa. A melhora começa a ser percebida a partir do segundo mês e costuma ficar mais evidente entre três e seis meses.
Depois da aplicação é comum haver inchaço, vermelhidão e pequenos hematomas por alguns dias. Com alguns produtos, é orientada uma massagem na região nos dias seguintes. Mais raramente podem surgir pequenos nódulos sob a pele, um risco que diminui muito com a indicação, o preparo do produto e a técnica corretos. A Dra. Ana Flávia explica os cuidados caso a caso.
O efeito não é permanente. A duração varia de pessoa para pessoa e, em geral, fica entre um e dois anos. Como a pele continua envelhecendo, a manutenção é planejada depois desse período. Muitas vezes o bioestimulador faz parte de um plano maior, combinado com outros tratamentos e com os cuidados diários, principalmente a proteção solar.
Bioestimulador é procedimento médico. Precisa de avaliação, indicação correta, produto registrado na Anvisa e aplicação por profissional habilitado. A técnica e o planejamento fazem tanta diferença quanto o produto escolhido.
Se você tem dúvida, o caminho é uma consulta. Na avaliação dá para entender o que está causando o aspecto que te incomoda e qual é a abordagem mais adequada para ele, que pode ser o bioestimulador ou pode ser outra.
Agende uma avaliação com a Dra. Ana Flávia Pattini e receba uma indicação feita para a sua pele.
Agendar avaliação pelo WhatsAppBioestimulador e preenchimento são a mesma coisa?
Não. O preenchimento repõe volume em pontos específicos, com efeito imediato. O bioestimulador estimula a produção de colágeno e melhora a firmeza e a qualidade da pele de forma gradual. Os dois podem ser combinados quando há indicação.
A aplicação dói?
Costuma ser feita com anestésico e o desconforto é bem tolerado pela maioria das pessoas. Os cuidados para minimizar o desconforto são combinados antes.
Quando começo a ver o resultado?
A melhora começa a ser percebida a partir do segundo mês e fica mais evidente entre três e seis meses, porque depende da produção de colágeno novo pelo seu organismo.