
Quase todo mundo tem pintas pelo corpo e quase ninguém olha para elas com atenção. O check-up da pele é uma consulta simples, que não dói, e é a forma mais eficiente de descobrir cedo o que precisa ser tratado.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. A boa notícia é que, quando descoberto cedo, a grande maioria dos casos tem tratamento simples e um desfecho muito bom. Essa é a razão de existir o check-up.
É uma avaliação de toda a pele, feita no consultório. A dermatologista observa pintas, manchas e lesões com o dermatoscópio, uma lupa com luz que mostra estruturas impossíveis de enxergar a olho nu. O exame é indolor e não exige preparo especial.
Só ajuda ir sem esmalte nas unhas das mãos e dos pés, porque as unhas também são examinadas, e sem maquiagem, para que a pele do rosto possa ser vista.
Porque as alterações mais importantes costumam ser pequenas e indolores no começo. Uma lesão preocupante raramente coça ou dói na fase inicial. Ela costuma chamar atenção só quando cresce, e aí o tratamento tende a ser mais complexo.
Para quem se encaixa em algum desses itens, a frequência do acompanhamento é definida junto com a dermatologista. Para quem não se encaixa em nenhum, uma avaliação anual já é um bom hábito.
Existe um roteiro simples, conhecido como regra do ABCDE, para observar as pintas em casa. Ele não substitui a consulta, mas ajuda a saber quando antecipar.
| Letra | O que observar |
|---|---|
| A · Assimetria | Uma metade da pinta é diferente da outra. |
| B · Bordas | Contorno irregular, mal definido ou serrilhado. |
| C · Cor | Mais de uma cor na mesma pinta, ou uma cor que mudou. |
| D · Diâmetro | Maior que 6 milímetros, mais ou menos o tamanho da borracha de um lápis. |
| E · Evolução | Qualquer mudança de tamanho, forma, cor ou relevo ao longo do tempo. |
Desses cinco, o último é o mais importante: pinta que muda merece ser vista, mesmo que seja pequena. Outros dois sinais que os dermatologistas valorizam:
Além das pintas, fique atento a feridas que não cicatrizam em quatro a seis semanas, casquinhas que voltam sempre no mesmo lugar, lesões que sangram sem motivo, manchas novas que crescem devagar e faixas escuras que surgem na unha.
Couro cabeludo, orelhas e atrás delas, nuca, costas, planta dos pés, entre os dedos, unhas e áreas cobertas pela roupa. São pontos difíceis de ver em casa e que fazem parte da rotina do exame no consultório.
Nem toda lesão diferente é grave, e a maior parte das pintas examinadas não exige nada além de observação. Quando existe alguma dúvida, a conduta pode ser acompanhar com registro fotográfico, para comparar depois, ou fazer uma pequena remoção para análise em laboratório (a biópsia). É um procedimento simples, feito no próprio consultório, com anestesia local.
O check-up da pele é uma consulta como outra qualquer e pode ser agendado pelo WhatsApp do consultório. Se você já notou alguma pinta que mudou, mencione isso no agendamento para que a equipe priorize o seu atendimento.
Agende o seu check-up da pele com a Dra. Ana Flávia Pattini, dermatologista em Catanduva.
Agendar avaliação pelo WhatsAppCom que frequência devo fazer o check-up da pele?
Para a maioria das pessoas, uma vez por ano. Quem tem fatores de risco, como muitas pintas ou histórico familiar, pode precisar de intervalos menores, definidos com a dermatologista.
Mexer na pinta ou removê-la pode fazer virar câncer?
Não. Remover uma pinta para análise não transforma uma lesão benigna em câncer. O que deve ser evitado é tentar remover ou cortar pintas em casa.
Pinta que coça é câncer?
Na maioria das vezes, não. Mas uma pinta que coça junto com mudança de tamanho, cor ou forma, ou que sangra sem motivo, deve ser avaliada logo.